QUAL É A MELHOR BOLA? BENÊ VILLA RESPONDE.

Artigo original de Benê Villa publicado no site Boliche Online.

“Walter Ray Williams Jr. Fez uma série de 1923 pinos em 8 partidas no US OPEN de 1999 com uma bola plástica (spare). A bola que ele usou deve custar aproximadamente U$ 50,00″

Ao contrário do que muitos jogadores pensam a melhor bola não é aquela que custou mais caro ou o último lançamento dos fabricantes. A melhor bola é a bola “certa” para aquela condição de óleo, para aquela competição ou talvez só para aquela partida.

Portanto, a melhor bola para um jogador não obrigatoriamente será a melhor bola para outro, pois depende muito de como ela é furada e principalmente das características de jogo de cada jogador. Por exemplo: um jogador como Marcelo Suartz que tem como característica dominante as revoluções (“Revolution Domination”), certamente não usará a mesma bola que Renan Guerra, que tem como predominância a velocidade (“Speed Domination”).

Características diferentes, bolas diferentes.

Eventualmente poderiam até usar uma bola igual, mas com diagramação e/ou até com superfícies preparadas de forma muito diferente. E, ainda, certamente jogariam por regiões diferentes.

Tem jogador que compra bola porque é lançamento, tem os que compram porque o campeão brasileiro tem uma ou porque viu algum profissional da PBA usando a bola, tem aqueles que compram só porque é bonita, tem aqueles que compram só porque um “papagaio” falou que é a melhor bola, mas tem aqueles que compram porque o operador do pro-shop ou o seu técnico falou que é a melhor escolha para o seu tipo de jogo, específica para um determinado tipo de condicionamento, esse é o jogador que está se no caminho correto.

O operador de pro-shop tem uma importância fundamental na ajuda para escolha da bola, por isso tenha um operador de confiança e principalmente, que ele conheça o seu jogo.

O jogador, antes de sair comprando bolas por impulso, deve saber onde ele quer encaixar a bola nova em seu arsenal, se substituiria uma bola ou se serviria de intermediária entre as que têm. Se realmente precisa de mais uma bola e para qual condição de óleo. E, principalmente, se a bola que está querendo comprar serve para o seu jogo.

Seria importante se cada um soubesse qual característica predominante em seu jogo, qual o tipo de especificação técnica de bola é mais apropriada para ele. Se a predominância em seu jogo é a velocidade (Speed Domination), se são as revoluções (Revolution Domination) ou se é balanceado revoluções/velocidade (Balanced). Para cada tipo de jogador haverá bolas apropriadas para jogar vários tipos de competições ou condicionamentos.

House shoot ou Sport condition?

Um erro comum é aquele em que o jogador usa a bola para jogar e treinar. Ele tem que conhecer a bola, isso é fato, mas usar a bola de competição para treinar fundamentos é um erro, pois desgasta a bola sem necessidade. Por falar em treinamento, marcar partidas e jogar bolote não é treinamento. Também não é treino somente jogar em um tipo de condicionamento e somente num boliche. Mas isso é assunto para outro artigo.

Outro erro crasso e clássico dos jogadores é gastar uma fortuna em uma bola nova e não cuidar dela. Não compram, ou não aplicam, os produtos de limpeza depois de usá-las, e não refazem a superfície da bola. Muitos não sabem que é necessário tirar o óleo da bola depois de usar. Quando isso não é feito, o óleo é absorvido pela bola e a reação dela não vai ser a mesma na próxima vez que for usada. Se a bola for polida acontece o contrário, ela vai ganhar aderência, então ela deve ser polida para manter a características de superfície.

Em muitos campeonatos, já ouvi jogador dizer que mudaram o óleo de um dia para o outro ou que ajeitaram o óleo para favorecer este ou aquele competidor. O que ele não percebe é que o problema, muitas vezes, está na sua própria bola, e que a mesma não está reagindo igual ao dia anterior por vários fatores. Principalmente por ele não ter trabalhado a superfície da bola depois do turno jogado. É evidente que no dia seguinte a bola não vai reagir da mesma forma. Se ele está jogando num óleo pesado a bola vai absorver muito óleo e perderá aderência,  no dia seguinte o óleo vai parecer mais longo e mais pesado. Se estiver jogando num óleo curto a bola vai tracionar mais e o óleo curto vai parecer mais curto ainda.

Dica importante: Use produtos indicados para limpar a bola e uma toalha demicrofibra, toalhas de algodão tiram menos e espalham mais o óleo na bola.”

Valorizar seu investimento é cuidar dele… Fazer resurface periodicamente nas bolas de boliche é necessário SIM!

“Mantenha o olho na seta e na bola”

Benê Villa


6 respostas para QUAL É A MELHOR BOLA? BENÊ VILLA RESPONDE.

  1. Belo artigo Benê!
    Um abraço

  2. Leão Lourenço

    Gostei da matéria. Parabens meu amigo, sempre bem em seus comentários. Não querendo fazer nenhum tipo de comparação, mas em 2004 quando jogando um campeonato Brasileiro de duplas nas pistas de baixo do Planet, fiz uma série de 1.410 pinos com uma bola que me custou $ 150,00 com furação e tudo (tenho a bola até hoje), neste dia em que na compania do meu imortal parceiro Wolk, igualamos o recorde Brasileiro na dupla, onde eu fiz média de 235 e meu parceiro 230. Levando em conta que sou pangaré e que não manjo nada de Boliche (conforme algumas opiniões), acho que foi um grande feito. E essa não foi a minha melhor série em 6 partidas.

    Gostei do comentário sobre cuidar do material, especialmente das bolas, pois vejo muitos jogadores que sequer limpam a bola no final da rodada, o que dira, antes de cada arremesso.

    Acho que hoje, com essa matéria aprendi muito, obrigado.

    É meu amigo, você é o CARA.

    • Meu amigo Leão,
      Obrigado pelos comentários,
      sempre que você tiver alguma dúvida estarei a disposição para colaborar…
      Abrazo

  3. Gilson Do Mar

    Meu Irmão Benê.
    Quanto ensinamento já nos proporcionou.
    Mesmo aqui no distante Mato Grosso do Sul, sempre nos apoiando, a qualquer hora de qualquer lugar.
    É uma pena que o Brasil não consiga mantê-lo aqui.
    É uma pena que nosso esporte no Brasil é amador mesmo.
    São poucos “paitrocinadores” e apaixonados que se mantém em atividade.
    Quero lhe desejar um 2012 com todas as realizações que pediu a Deus e mais algumas que não pediu.
    Cezar, talvez, sendo o novo Presidente da CBBOL faça uma reunião com pessoas experientes e dedicadas ao Boliche, como Benê, Márcio, Décio, Marcelo, Caio, entre outros apaixonados e dedicados atletas e dirigentes.
    E montem um programa de base, como extrapolando para o futebol, Barça…
    com boa adiministração…. plantem uma bela semente…

    • Amigo Gilson,
      Muito obrigado pelo seu comentário.
      Um feliz 2012 para você e todos os amigos do boliche do Mato Grosso do Sul.
      E vamos torcer para que o boliche do Brasil decole de uma vez por todas…
      Estarei sempre disposto a ajudar naquilo que for possível…
      Grande abrazo

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